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02/04 -Com modelos, fotógrafa de SC faz calendário para contribuir com formação de cães-guias.

Cães-guias treinados por escola de Balneário Camboriú são entregues gratuitamente a deficientes visuais da região.

As fotografias de belas mulheres acompanhadas por cachorros que compõem o calendário Luz dos Olhos têm a intenção de remeter às experiências dos deficientes visuais com seus guias caninos. A fotógrafa catarinense Genevieve Bernardoni é a responsável pelo projeto, que recebeu o nome de uma canção de Nando Reis e que tem como intenção arrecadar recursos para a Escola de Cães-guia Helen Keller de Balneário Camboriú, no Litoral Norte.

“A ideia de que alguém vive sem a visão me tocou muito. Esse dom é fundamental para minha profissão, então decidi fazer algo a respeito. Tive o insight e comecei a colocar o projeto no papel. Quando ouvi a música do Nando, Luz dos Olhos, soube que era o nome do projeto”, disse Genevieve.

Cães foram clicados com modelos em locações diversas de SC (Foto: Genevieve Bernardoni/Divulgação)

O projeto surgiu em 2014, quando a fotógrafa se deparou com uma das modelos do projeto atuando como voluntária na socialização de um cão da escola.

“Ela levava o cão para onde fosse, cinema, restaurantes, pilates, para que ele se familiarizasse com a rotina de uma pessoa, para depois ser treinado para servir como cão-guia. Eu brinquei com ela: ‘além de ser linda por fora, você é linda por dentro’. Foi assim que resolvi contribuir também”, contou a fotógrafa.

Recursos obtidos com vendas serão destinados para treinar cães-guia (Foto: Genevieve Bernardoni/Divulgação)

As imagens do projeto exploram a pluralidade da mulher brasileira em cenários diversos, disse a fotógrafa. “Sou muito instintiva, apostei na luz natural, em locações em Balneário Camboriú, Itajaí, Florianópolis e Blumenau. A fotos mostram os cães com as meninas em locais íngremes, no mar, em meio à vegetação, para dizer que eles podem acompanhar por todos os lugares, por mais desafiador que o local seja”, explicou.

Da concepção até a realização do projeto foram quatro anos. Amigos designers da fotógrafa trabalharam na finalização do trabalho. “Amo fazer o bem para as pessoas e quando identifiquei algo dessa grandeza, caí pra trás. Tive a colaboração ainda de todas as modelos que trabalharam voluntariamente”, relatou Genevieve.

No início, a ideia era fazer um grande calendário, que se mostrou inviável financeiramente. Um calendário de mesa acabou sendo a melhor opção. A Escola Helen Keller bancou o primeiro lote e o material passou a ser comercializado a R$ 15, em lojas do município.

Imagens demonstram a parceria do cão com seu par (Foto: Genevieve Bernardoni/Divulgação)

O treinamento de cada cão-guia custa entre R$ 40 mil e R$ 60 mil, de acordo com Jhennifer Ferreira, da Escola Helen Keller. “A variação do preço ocorre devido ao tratamento que pode ser diferente para cada animal. Também influencia se para aquele cão, por exemplo, a escola recebe doação de rações ”, explicou.

A instituição existe desde 1993 e sobrevive de doações de empresas e simpatizantes da causa. “A escola recebe doações mensais de pessoas jurídicas e físicas, muitas delas anônimas que contribuem através do nosso site”, contou.

Fotos foram feitas em várias cidades de SC (Foto: Genevieve Bernardoni/Divulgação)

Conforme Jhennifer, os cães treinados pela escola são entregues gratuitamente a deficientes visuais. “Quando o cão é graduado, a gente busca um par que combine com ele, desde a velocidade de caminhada, a rotina, que seja agitada ou não, como ele é. Essa pessoa fica de três a quatro semanas na escola para adaptação com o cão. Depois, nós ficamos na casa da pessoa para acompanhar a adaptação do cão no novo lar”, detalhou.

Cães-guia são treinados em Balneário Camboriú (Foto: Genevieve Bernardoni/Divulgação)

Atualmente, a Escola Helen Keller dispõe de 22 cães labradores no plantel e 14 em processo de socialização. Devido a limitações financeiras, a escola tem beneficiado deficientes visuais das cidades próximas a Balneário Camboriú.

“Por causa da adaptação, para facilitar nosso acompanhamento, mas a ideia é que no futuro o trabalho se amplie para outras regiões do país”, contou.

A reprodução dos cães ocorre na própria escola que também dispõe de uma maternidade para ca.

Fonte: g1.globo.com

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